É PELA LUTA<br> QUE LÁ VAMOS!

«Reforçar a influência política, social e eleitoral do PCP»

Nos passados sábado e domingo, realizou-se em Setúbal o XI Congresso da JCP, sob o lema «Conquistar o presente, construir o futuro. É pela luta que lá vamos!». Foi um Congresso marcado pelo entusiasmo, alegria e combatividade revolucionária da Juventude Comunista Portuguesa e cujo êxito é indissociável das muitas lutas travadas pelos jovens estudantes e trabalhadores, com destaque para a manifestação de 28 de Março promovida pela CGTP-IN/Interjovem.

Na Resolução aprovada no Congresso reafirma-se que «a juventude portuguesa pode continuar a contar com a JCP. Estaremos sempre na luta por uma vida melhor para a juventude e pela concretização das legítimas aspirações dos jovens, pelo Portugal de Abril que nos foi roubado, mas que será nosso outra vez. Queremos uma sociedade nova, liberta da exploração do homem pelo homem, o socialismo e o comunismo».

É, de facto, pela luta que lá vamos! Esta luta que travamos pela justiça e o progresso social, por um Portugal desenvolvido e soberano. Esta luta que contará sempre com a participação indispensável e insubstituível da juventude portuguesa seja pelos seus objectivos reivindicativos imediatos, seja pela alternativa patriótica e de esquerda, pela democracia avançada com os valores de Abril no futuro de Portugal, pelo socialismo e o comunismo, a sociedade sem exploração do homem pelo homem.

Na situação nacional continuam a registar-se os problemas do sistema financeiro com os desenvolvimentos recentes do processo de venda do Novo Banco à Lone Star e que vem mostrar mais uma vez o quadro de submissão do País às instituições da União Europeia e o estado de perda de soberania nacional nos planos económico e financeiro.

Há uma outra solução, no interesse do País e do seu desenvolvimento soberano. «É um imperativo nacional – declarou na segunda-feira o PCP – colocar a banca sob controlo público, contributo indispensável para uma efectiva resposta aos problemas do País». É preciso romper com os constrangimentos externos do euro e da UE e com a política de direita responsável pela sucessão de escândalos na banca que consomem milhares de milhões de euros de recursos públicos.

Por isso mesmo, o PCP, não abdicando da sua acção determinada para integrar o novo Banco na esfera pública, irá entregar na AR um Projecto de Resolução que recomenda ao Governo a suspensão do processo de venda, considerando ao mesmo tempo as medidas necessárias à sua nacionalização.

Por outro lado, o Relatório Global da OIT sobre os salários veio confirmar que Portugal é um dos países mais desiguais, onde o peso dos salários na economia mais diminuiu, onde mais caiu a proporção dos salários no rendimento Nacional passando de 60 por cento em 2003 para 52 por cento em 2014. Uma realidade que o PCP sistematicamente vem denunciando e de que são causas os baixos salários (e em particular o Salário Mínimo Nacional), a precariedade dos vínculos laborais, as alterações para pior ao Código do Trabalho, a desregulação laboral, a destruição da contratação colectiva, de que são responsáveis sucessivos governos do PS, PSD e CDS e as orientações, chantagens e pressões da União Europeia, do FMI e do BCE.

Continua a desenvolver-se a acção e iniciativa do PCP com expressão esta semana nas comemorações do seu 96.º aniversário, nas iniciativas de homenagem a dirigentes e, em particular, a Alfredo Dinis (Alex) por ocasião do centenário do seu nascimento, nas comemorações do Centenário das Revolução de Outubro, nas campanhas «Mais direitos, mais futuro. Não à precariedade» e «Produção, emprego, soberania. Libertar Portugal da submissão ao Euro», na apresentação de soluções em que se destaca a proposta para que os trabalhadores com 40 anos de descontos para a Segurança Social, independentemente da idade, se possam reformar antecipadamente, sem penalizações.


P
rossegue também a batalha para as eleições autárquicas, já marcadas para o dia 1 de Outubro. Importa ampliar o trabalho de alargamento unitário da CDU para fazer destas eleições um momento da construção de um resultado que confirme a CDU como a grande força de esquerda no Poder Local. Estas eleições são uma batalha política de grande importância pelo que representam no plano local mas também pela força que podem dar à luta que travamos, nesta nova fase da vida política nacional, para melhor defender os interesses dos trabalhadores, do povo e do País e abrir caminho à alternativa patriótica e de esquerda.

É nesta batalha que se insere a realização do Encontro Nacional do PCP sobre as eleições autárquicas no próximo sábado em Lisboa.

Vai prosseguir a acção de reforço do Partido nas várias direcções de trabalho decididas e em que a divulgação do Avante! deverá continuar a contar com uma atenção especial.

Prossegue também a luta dos trabalhadores e das populações devendo merecer redobrada atenção a preparação do 1.º de Maio a partir da acção reivindicativa nas empresas, locais de trabalho e sectores.

É preciso continuar a reforçar a influência política, social e eleitoral do PCP, a alargar a CDU. É preciso alargar a unidade e convergência de democratas e patriotas. É preciso estimular a luta dos trabalhadores e do povo por um Portugal com futuro. Porque é pela luta que lá vamos!